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A JANELA
- Marcelo Marques Junior
- 13 de fev. de 2021
- 1 min de leitura
Na janela havia; Da janela se via; Ele, a via. Na janela havia um homem, Barba comprida, branca, sem cuidado, Roupas confortáveis, um tênis velho. Um café. Da janela, ele via o tempo passar, Via a rua florir e depois, com o alvorecer do outono, as vê cair; Ele via pessoas, sob a janela esfumaçada por seu café, Via ela, via a rua, vivia. Ele, o vidro, a via em movimento, Havia meses que se postava ali, Enquanto sorvia seu café. Ali via como o seu microuniverso funcionava; Ali se sentia parte do mundo, Ele mesmo se via. Via ela. Ela, a via.
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